Neverending story de Portugal

Havia aí um filme, há uns tempos, que foi muito falado por cá. Era americano, tinha uma grande produção, mas estava a contar com portugueses para contracenar com actores famosos.


Os parolos que foram ver – presente! – deram de caras com a Lúcia Moniz a fazer de empregada doméstica que acaba por casar com o patrão. A cena mais deprimente é passada em Paris, onde o pai de Lúcia, ao saber do casamento com o rico, vai com os patrícios pelas ruas a cantar e a bater em tachos.


Passado tanto tempo, dou agora de caras com uma telenovela portuguesa que foi gravar lá fora, mais concretamente a Berna. A moça, a portuguesa, percorre os cabeleireiros à procura de emprego. Deixou em Lisboa o salão de beleza da família, onde um jovem mecânico, com muitos músculos, catrapisca duas ou três esteticistas. Há também um banqueiro, como sempre, muito rico e muito mau. Muito piroso, também.


A nossa cultura está de rastos e ninguém faz nada. Estamos todos preocupados com a economia, quando sem cultura não precisamos dela para nada.

JCS às 21:30 | link do post | comentar | partilhar