Queria...
«Um dia em que alguém, farto da impunidade do insulto e da calúnia, processe meia dúzia dos habituais cultores do género, fica rico com as indemnizações.» – Diz Pacheco Pereira, no seu Abrupto, sobre as grosserias que Filipe Nunes Vicente assinalou nas críticas ao Presidente.
Pacheco é como Cavaco. Directamente não assinala grosserias. Assinala os assinalos dos outros.
Mas nem era sobre isto que eu queria falar. Era sobre o tom ameaçador de «um dia em que alguém, farto da impunidade do insulto e da calúnia, processe mais dúzia dos habituais cultores do género, fica rico com as indemnizações».
Isto é que é asfixia democrática... Pacheco Pereira ameaça a opinião pública com processos judiciais e vai já adiantando o desfecho: condenação!
Bom, mas se o objectivo de Pacheco Pereira é enriquecer, então deve jogar na lotaria, porque onde se respeita a liberdade de expressão não há cavalheiros a viver da inquisição.