De vez em quando vou ao site do Expresso, por respeito, principalmente, ao Pintinho, exímio golfista. Em grande destaque está sempre a opinião do Henrique Raposo, embora eu considere o opinion maker merecedor de ainda mais destaque. Fosse eu o director do jornal e apagava tudo à volta, deixando apenas no meio os artigos do Henrique Raposo.
Ora constatem a incrível paleta de temas que o comentador aborda: Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates.
Não é genial? Nos últimos dez artigos, Raposo parou uma vez para falar em Augusto Santos Silva (cujas iniciais do nome formam ASS, numa coincidência que levou Raposo a passar uma noite em claro com o nervoso de publicar a sigla), e parou outra para falar na Madeira. Os restantes artigos versam sobre Sócrates ou sobre o primeiro-ministro, ou ainda sobre o José.
Mais uma curiosidade. O espaço da crónica chama-se A Tempo e a Desmodo, mas era para se chamar A Obsessão e a Desvario, nome vetado por Henrique Monteiro, que terá sido pressionado pelas portas do elevador no momento em que Raposo lhe sugeriu o nome. O comentador ainda disse que o problema era do sensor, mas o director não recuou.