O Escritor-Fantasma, filme-assustador

 

Roman Polanski esteve preso num simpático chalet suíço por causa de abusos sexuais com mais ou menos quarenta anos, mas podia ter sido por causa do seu último filme: O Escritor-Fantasma.

 

Revisitei a crítica e constato que lhe dão nota máxima, mas não vejo porquê. Do ponto de vista técnico pode estar muito bem filmado. As câmaras estão no sítio e não levam nenhum encontrão, mas a história é muito pobre e não pode ser desligada – como pretende Pierce Brosnan – dos mandatos de Tony Blair à frente do governo britânico.

 

Um primeiro-ministro, de um governo britânico, acusado de crimes de guerra… de quem nos lembramos imediatamente? De Fernando Rosas?

 

Não. É de Blair e este filme é isso mesmo: uma representação daquele que é o desejo assumido por uma parte muito substancial dos habitantes deste planeta. E assim considerado, até soa a boa ideia, mas depois parece-me um bocado feito à pressão. A intriga acaba pobrezinha.

 

Alguém terá dito - “sucesso de bilheteiras era fazer um filme sobre crimes de guerra no Iraque”. E pronto, saiu isto. Podia ser pior ou talvez as minhas expectativas fossem demasiado altas, mas… nhéc. Vale sempre a pena ver, até porque é um filme de Polanski, mas... nhéc.

 

ZP às 01:32 | link do post | comentar | partilhar