Presidenciais, uma abordagem monárquica

 

Paulatinamente, vão-se constituindo mais candidatos à Presidência da República que herdeiros do senhor Feteira. Resultava, portanto, francamente mais económico e menos barulhento pôr lá o Senhor D. Duarte.

 

- Ah, mas não, que ele pode fazer asneira...

- Damos-lhe um grito!

 

[Meses depois, em Belém.]

 

- Eh, vou aqui promulgar esta lei... ou isto são as instruções do Range Rover!? Não, não, é mesmo uma lei, diz aqui "lei não-sei-quê, barra não-sei-quantos, de tantos-do-tal". Vou promulgar, antes que lhe deixe cair mais chá em cima.

- D. DUARTE!

- Ai! Que fiz eu de errado? (Isabelinha, alcança-me os calmantes...)

- Não vê que esta lei é contra os bons costumes? Vete!

- Mas... e o primeiro-ministro... não ficará maçado? Isto deve ter dado muito trabalho... Pesa mais que o Príncipe Dinis!

- Senhor D. Duarte, o povo espera de si que faça o que é melhor para o país!

- Gaita, então nesse caso devo resignar!

- Por Deus! Não tem de levar tão à letra o que o povo diz. Vete só esta lei, por favor.

- Vetarei então, mas se o Governo me corta o fornecimento de lenha neste Inverno, irás tu cavaleiro, a tua expensas, buscá-la ao Leroy Merlin.

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