O que está mal é existirem países, não?
Quando se critica Sarkozy, é bom ter presente que ele é presidente da República Francesa, não é líder de um acampamento. A sua missão é defender os interesses de França e dos franceses.
Em respeito, claro, pela lei, por todas as leis, mas não consta que Sarkozy tenha violado alguma. Até um ministro romeno disse, em conferência de imprensa, que não estamos perante uma expulsão, mas sim perante uma saída voluntária sob proposta do governo francês.
Então, qual é o caso? Não há caso nenhum. Estamos a falar de imigrantes ilegais e de um país que os convidou a regressarem aos seus países de origem, pagando-lhes o avião e trezentos euros por adulto, mais cem por criança.
Como é que isto pode ser condenável? Oxalá os países ricos tratem assim, sempre, a sua imigração ilegal. Ou então – como parecem querer alguns – acaba-se com o conceito de imigração ilegal e toda a imigração é legal. De caminho, acabe-se também com os países, que sem povo e território só lhes resta o poder político.
Ora esse, se nem expulsar imigrantes ilegais pode, então também não existe.