Futebol, para variar
Talvez por causa do calor, ocorre-me falar de futebol. Não sobre o jogo jogado, que disso não sei nada e duvido que alguém saiba, porque de outra forma não daria azo a tanta discussão.
É sobre Simão e sobre Queiroz que gostava de falar.
Simão abandonou a selecção nacional. Enviou uma carta ao presidente da federação. Não fez uma conferência de imprensa, não falou aos adeptos. Falou só ao patrão e talvez porque é obrigado.
Já quando saiu do Sporting, o comportamento do jogador demonstrava que não devia nada ao clube que o fez profissional de futebol. Agora também não deve nada a ninguém. Bom para Simão. É um rapaz de contas certinhas.
Ora, é também por causa de contas que me ocorre falar de Carlos Queiroz. Devo dizer que não simpatizo com o seleccionador nacional. Era até capaz de aprender um bocado de futebol só para poder dizer que ele não percebe nada daquilo.
Resulta daqui que, em meu entender, o contrato que ele fez com a federação é um escândalo. É muito dinheiro. É imenso dinheiro, mesmo sem contar com a publicidade. E tinha segurança a mais, porque parece-me elementar que num contrato que visa uma competição desportiva exista uma cláusula de rescisão por resultados.
Bom, mas o contrato é legal e foi celebrado livremente. Foi negociado entre todos e as condições aceites por todos.
Assim, estas manobras manhosas para correr com o seleccionador são inadmissíveis, sobretudo quando se trata de uma instituição pública e que por isso, nem que seja só por isso, não pode tratar desta forma os seus compromissos, por mais absurdos que sejam.