Lisboa no lugar 25 do top 25 das melhores cidades para se viver, da revista Monocle. Amid low crime rates, sunny Lisbon continues its cultural boom - diz-se no prefácio.
[Imagem: Monocle]
A viagem de sonho é à Lisboa dos anos 50.
(Aproveito para recomendar a Galeria no Flickr da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Sobretudo a colecção do Estúdio Horácio Novais. Não consigo descrever a dificuldade que tive em escolher esta imagem, entre tantas, tão boas.)
[Imagem: Avenida da Liberdade, por Estúdio Horácio Novais, via Gulbenkian.]
O ciclismo é uma actividade manifestamente deprimente, que só prova que alguém terá comido, de facto, certo dia, uma maçã que não devia. De outra forma, não seria a pedalar que o nosso corpo revigorava e o ambiente melhorava.
Bom, mas é o que temos e resta-nos tornar o ciclismo agradável dentro do possível. Isso consegue-se, por exemplo, com as bicicletas Herskind-Herskind, desenhadas por Jan Herskind, que não são só simplesmente lindas como ainda podem ter um pequeno motor auxiliar, pouco mais potente que o de uma boa máquina de café, mas capaz de dourar o castigo velocipédico.
Lisboa não será o ambiente perfeito para uma Herskind-Herskind, pois dificilmente o motor alcança o cume de uma colina sem ir já em chamas, mas pode haver quem queira ter uma bicicleta para cumprir os mínimos no campeonato da mobilidade sustentável. Esta tem a particularidade de poder – e dever – estar exposta na sala. E se um convidado lhe perguntar «ena, andas muito de bicicletas?», responda «imenso!». Não se preocupe, a Herskind-Herskind não tem conta-quilómetros.
[Imagem: Herskind-Herskind]
Mão amiga – na verdade, mão irmã – depositou em mim a confiança da sua Vespa por dois ou três dias em que vai estar fora de Lisboa, perto de outras vespas, mais abelhudas.
Como qualquer criança, não fiquei à espera de ver nascer o dia para me fazer ao caminho, em paralelo – literalmente – com outro motard e a sua também Vespa. Era quase uma concentração de Faro em Lisboa.
Fazia já algum tempo que não montava um cavalo de aço, mas andar de mota é como andar de bicicleta, por isso não há problema, excluindo talvez os carris, que acabam por ser os melhores amigos dos ortopedistas.
Perto das dez horas, encontrava-me pronto no Chiado para experimentar o tal Santini que abriu na Rua do Carmo. A fila era, como não podia deixar de ser, pior que a da Segurança Social da Avenida da República. Ora, um cavalheiro que anda de mota não vai ficar numa fila para comer um geladinho.
Fizemo-nos então de novo ao caminho, pelo Castelo até à Bica do Sapato, onde nos despedimos de um cruzeiro. Só espero que ele não tivesse acabado de chegar, porque nesse caso fizemos figura de ursos.
De regresso ao Chiado, a mesma fila no Santini levou-me a conhecer o Espaço Fábulas, onde uma tosta de presunto e brie não foi capaz de arrumar com aquela ideia peregrina de ir ao Santini. E assim, perto da meia-noite, lá estávamos… na fila do Santini.
Quando saímos, meia-noite em ponto, ainda havia casais a implorar por um gelado, enquanto o pobre do empregado – homem para ter servido hoje trinta mil bolas – dizia que a máquina registadora à meia-noite apaga, como quem diz «nós até queríamos servir...». Mesmo assim eles não largavam da porta. Parecia ser preciso abatê-los.
Mas enfim, o verdadeiro Santini, se ainda existe, tem os dias contados. Esta autêntica cadeia que está a ser montada não conseguirá manter a qualidade de um produto que nunca podia ter saído daqueles oitenta m2 em Cascais e da fábrica pouco maior no Estoril. O sabor tradicional dos gelados Santini não vai conseguir acompanhar este crescimento, mas o Rei de Espanha – fã número um – depois dirá, quando o próximo carregamento irromper pelo Palácio Real.
E pronto, estava feito o primeiro passeio de Vespa por Lisboa neste Verão quente. A seguir vamos vespalhar até àqueloutros gelados tradicionais de que todo o mundo fala e que, dizem, estão a fazer frente aos Santini: Artisani. Quem leva a melhor?
[Imagens: JCS, com Nokia E71 (excluindo "Vespa")]
A Direcção Geral dos Impostos chamou 53 super funcionários para cobrar impostos.
[Imagem: O Grito, Edvard Munch]
Continuo a ouvir, com alegre estupefacção, histórias de sucesso empresarial que consistem em eliminar postos de trabalho por "dá cá aqueles euros".
Não, não me estou a preparar para a festa do Avante, mas a continuar assim vamos dar cabo dessa autêntica "conquista de Abril" universal que é a sociedade, para nos transformarmos em meros turistas excêntricos num mundo pejado de máquinas e desempregados.
O mundo feito de máquinas é um horror que podemos experimentar, por exemplo, imaginando o que seria pernoitar num casino vazio, sem ninguém, nomeadamente sem pernocas ao léu trazendo e levando tostas, apenas com slots a reluzir e jackpots a ribombar.
Agora imagine que não está sozinho nesse casino, mas rodeado de indigentes a saquear as máquinas e tudo o que encontram. Esse é o mundo feito de desempregados.
Terríficas estas imagens que, porém, não assombram quem tem por mais nobre missão aumentar a competitividade, nem que para isso tenha de desgraçar trinta famílias.
E assim, este processo demoníaco de eliminar pessoas - que nas administrações das empresas responde pelo nome de "desenvolvimento tecnológico" ou "redução de custos" - não pára. Como se vê, está tudo a ir para o olho da rua para dar lugar a essa maravilha do homem moderno e suicida que é a boa e lucrativa máquina.
Nós, os ocidentais, criticamos os malucos dos árabes que põem bombas à cintura por causa da religião. Nós, por dinheiro, fazemos o mesmo. Com uma pequena diferença: ao contrário deles, não acreditamos no futuro. É mesmo só por dinheiro.
Parece que já cá canta o primeiro submarino. Espero que os alemães tenham enviado, com a palamenta, uma capa de lona. Sim, porque este brinquedo tão cedo não se faz ao mar.
Se querem patrulhar a costa, alugam gaivotas, que os tempos não estão para loucuras.
Nem socialista, nem necessariamente liberal, José Ribeiro e Castro aponta uma terceira via muito interessante em matéria de revisão constitucional. A ideia acaba por ser o fim da Constituição. Pelo menos o fim da Constituição em alguns pontos críticos das grandes opções políticas.
Um discurso assim é de fazer trepar pelas paredes qualquer português maduro, mas Ribeiro e Castro usa um argumento de peso: «Uma Constituição liberal é a mais aberta e inclusiva que existe. Aquela que reserva o essencial das decisões políticas programáticas para o povo - em vez de para os juízes.»
Ribeiro e Castro em grande forma. Recomendo o artigo A Constituição e a liberdade do presente e do futuro, publicado no Diário Económico. Em oito parágrafos, o antigo líder do CDS conseguiu ser francamente mais inteligente que os estados gerais do PSD reunidos em comissões e conselhos.
O Diário Económico trazia ontem – sábado - este incrível edital do município de Aguiar da Beira. A câmara deliberou que se procederá à arrematação da concessão de espaços públicos para colocação de máquinas alimentares nos Paços do Concelho e no Complexo Desportivo.
Uma reunião de câmara, papéis para aqui e para ali, leis, editais, deliberações, leilões, arrematações, prazos, calendários, anexos, lanços e publicações… Tudo isto para instalar vending machines – perdão, para a «concessão de espaços públicos para colocação de máquinas alimentares»?
Mas como é que se gasta tanto tempo, tantos recursos e tanto dinheiro num processo tão irrelevante?
Bom, bem vistas as coisas, as nossas contas públicas nem estão assim tão mal. Em bom rigor, com estas práticas, já devíamos estar todos em fila, à espera de passar a fronteira.
O empenho de Santana Lopes em acabar com a carreira do actual presidente da República já está a surtir efeito: a última sondagem diz que Cavaco é reeleito à primeira volta.
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«Todos nós gostaríamos de muito mais celeridade na resolução dos processos de investigação e nos processos judiciais, mas a justiça tem o seu ritmo e eu respeito o ritmo da justiça» - Cavaco Silva, respondendo a perguntas sobre o caso Freeport.
Se o mais alto magistrado da Nação diz que respeita o ritmo da Justiça quando se discute um processo que começou mal, em cima de umas eleições, depois esteve parado, depois voltou nas eleições seguintes, depois esteve parado, depois recomeçou com um prazo para terminar, mas não foi respeitado, depois houve outro prazo - ao cabo de seis anos - para acabar dentro de um mês; prazo esse que lá foi respeitado, mas os procuradores vieram dizer que faltou isto e mais aquilo...
Se o mais alto magistrado da Nação diz que respeita o ritmo da Justiça, está tudo dito sobre a Nação, sobre o mais alto magistrado e sobre a Justiça.
Podemos poupar no intróito, pois todos conhecemos a história do caso Freeport. Em plena campanha eleitoral, uma estranha denúncia originava uma complicada investigação ao licenciamento de um centro comercial em Alcochete. O caso envolvia alguns governantes, mas o principal alvo era José Sócrates, outrora ministro do Ambiente, que por aqueles dias era dado como certo à frente do Governo.
O Partido Socialista lá foi eleito, José Sócrates lá foi primeiro-ministro, e assim continuaram, bem como a investigação. Ao mesmo tempo, levantavam-se dúvidas legítimas num país que não podia ignorar um caso daqueles, e a necessidade de obter explicações.
As dúvidas assomavam e sumiam, as explicações tardavam.
Seis anos depois, as autoridades não suspeitam de nenhum político e o caso parece acabar em dois pequenos comissionistas que alegadamente sacaram centenas de milhões de euros aos ingleses para pagar a políticos portugueses.
O caso está encerrado? A meu ver, não. Ninguém confia na Justiça, logo ninguém confia na conclusão do caso Freeport. Sócrates continua e continuará, aos olhos da maioria dos portugueses, e por mais injusto que isso possa ser, como suspeito de corrupção. Seis anos depois, com todos os episódios que o nosso sistema admitiu em mais este caso, ninguém vai confiar nesta decisão judicial e o povo está completamente indiferente ao que dizem os políticos.
Sobretudo quando a acompanhar as incertezas legítimas - sublinho legítimas - das pessoas, andou uma campanha perfeitamente encapotada na mais nobre missão jornalística, que usou o caso Freeport para tentar eliminar o Governo.
Mas qual é, então, o problema de fundo?
A Justiça, manifestamente a Justiça, sendo certo que os políticos não se podem queixar dela. É a coisa mais absolutamente notável, um governante queixar-se da Justiça e da sua morosidade. Então mas quem é que manda? Quem é o legislador? Será que também temos de lançar uma investigação durante seis anos para descobrir quem é o legislador e quem manda nas leis? Ó Dra. Cândida Almeida, venha cá, não vá já de férias, porque tem de descobrir quem é o legislador em Portugal!
Com a breca! A Justiça vai de mal a pior e já é tão comum dizer-se isto que ao dizê-lo me sinto estúpido. Mas é verdade. E não pode continuar. Sócrates não é nenhuma vítima. É culpado. Santana também (embora por pouco). Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva e todos, dos provisórios aos constitucionais. Também os presidentes da República. Todos eles são culpados do caso Freeport, como também são culpados, por exemplo, do processo Casa Pia, que foi adiado mais um mês porque estão a escrever um livro em vez de fazerem Justiça.
A Justiça portuguesa é inqualificável de lenta, de arbitrária e de manipulável. Ninguém pode, por isso, ter segurança nas investigações a que vai assistindo e nas decisões que delas saem. E assim, um político sobre quem se lança suspeitas de corrupção, por mais infundadas e criminosas que sejam, é corrupto para toda a vida. E se não consegue restaurar a Justiça em Portugal, seja por que razão for, é culpado.
O presidente Cavaco começa quase sempre as suas declarações explicando o que deve ou não "o presidente" fazer. É bom lembrar o Chefe de Estado que dos dez milhões de portugueses, só quatro manifestaram interesse em presidir à República, sendo que dois deles não contam muito com isso.
Resulta daqui que aos portugueses não interessa tanto o que "o presidente" deve fazer, mas o que tem feito o professor Cavaco, independentemente de ser mais ou menos político-constitucionalmente correcto.
Gostava de ser um urso com os sonos trocados para hibernar durante o Verão.
Gostava de ver o Governo lutar por manter a transportadora aérea nacional nas mãos do Estado, no mínimo com o empenho com que lutou pela manutenção da participação da Vivo na PT.
Há muitas formas de se financiar a TAP sem que a lorpa da Europa tope. Isso foi feito no passado. Invocar o argumento de que é a Europa que não permite subvenções às companhias aéreas é poético, sobretudo poucos dias depois de se usar uma golden share.
Vá lá, deixem-se de ideias. A TAP é um símbolo nacional.
«As taxas cobradas pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) às empresas que afixam telas publicitárias nas fachadas de edifícios são inconstitucionais. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Administrativo (STA) com base em vários acórdãos do Tribunal Constitucional, mas que ao longo dos últimos dez anos não têm tido acolhimento por parte da autarquia, que continuou a exigir dinheiro aos munícipes.» - Diário Económico. (Bold meu)
Depois de me ganharem em Tribunal a disputa sobre uma factura maluca de internet que nunca explicaram e que nem a senhora doutora meritíssima juíza lhes pediu para explicar - num processo que contou ainda com a preciosa colaboração de uma funcionária que foi a Tribunal mentir com todos os dentes - é evidente que lamento a quebra de 4% nas receitas da Vodafone do 2.º trimestre, que se vem juntar à quebra de 2% no 1.º. Oxalá não recuem 8% no 3.º trimestre, muito menos 16% no 4.º.
Estou convencido que BPN e BPP também passavam nestes "stress tests". Até a Marsans passava.
O CDS-PP conseguiu fazer aprovar uma redução de 5% nos vencimentos dos gabinetes do Governo, presidente e vereadores de Câmaras Municipais, Presidência da República, Governos Regionais e representantes da República e Governos Civis.
Pronto, em princípio o problema do país está resolvido. Se não estiver, ainda se pode instalar nas casas de banho do Estado aqueles autoclismos com função meia-descarga. E então aí até podemos começar a pensar em emprestar dinheiro ao estrangeiro.
Quando um preso mediático vai ter com o senhor juiz, corre também o povo ao Tribunal para lhe chegar a roupa ao pêlo (do preso mediático, não do senhor juiz). Parece que estamos na Idade Média.
Não teria custado assim tanto - há mais tempo, porque agora estamos lisos - converter os tribunais em estabelecimentos com garagem, não para proteger os miseráveis, mas sim o povo, que os vê ali sem lhas poder assentar.
Pior, ainda assim, foi um amigo meu, a quem tentava explicar uma profecia maluca daquele ser inadjectivável que aponta para um sismo no dia 8 de Agosto, tão grande que arrasará mais de metade da costa portuguesa. Diz-me este meu amigo: - 8 de Agosto? Estou na Beira...
Primeiro foi «razão atendível» em vez de «justa causa» porque é preciso flexibilizar. Depois já «razão atendível» passou a ser quase igual a «justa causa» porque também é preciso dar segurança. Falam agora em remeter a definição do conceito para uma lei específica, como se não fosse sempre necessário definir nos termos da lei as ambiguidades constitucionais.
Mas enfim, o PSD faz-me lembrar um leitor do Lóbi do Chá que, certo dia, comentando um espectacular ensaio sobre o ensino, escreveu «ó palhaço, vai ler a Constituição».
Aqui o palhaço não precisou de ir ler a Constituição para perceber que o ríspido leitor estava apenas confuso e, de certa forma, perdido. Muitas discussões terminam assim, com acusações de fascismo, nazismo ou convites a ler a Constituição. É raro uma pessoa ter uma Constituição à mão e isso explica o sucesso deste remate.
Do mesmo truque usa este PSD confuso e, de certa forma, perdido. Manda-nos ler a lei que vai explicar esta coisa da «razão atendível». Com uma nuance, porém: a lei que explica uma coisa tem de vir depois da coisa sob pena de o mundo estar de pernas para o ar e nós naturalmente extintos.
Logo, o PSD convida-nos primeiro a aceitar a «razão atendível» e depois, um dia, convida-nos a ver o que significa. Numa palavra: enigmático.
Bom, mas se o problema está na definição do conceito e se, afinal de contas, «razão atendível» nem andará assim tão longe da «justa causa» – palavras do líder – por que raio não propôs o PSD uma redefinição da lei que define «justa causa», em vez desta abrilada?
Dúvidas que ficam de uma liderança laranja que levanta muitas.
Carlos Moedas, que tem a curiosa particularidade de trabalhar com dinheiro, escreve no 31 da Armada sobre a falta de auto-estima dos portugueses. Este é mais um tema original no conjunto das nossas obsessões.
Bom, mas a falta de auto-estima, a existir, começa naqueles que um dia se deslumbraram com o estrangeiro e desde então nunca mais deixaram de apontar os vícios desta província que é a deles.
O Carlos Moedas, por exemplo, encantou-se com um taxista madrileno que elogiou a meteorologia da capital espanhola. Se o motorista fosse português, Moedas aposta que o comentário teria sido algo deste género: «Sabe, isto neste país já nem o clima se aproveita».
Como parece evidente, o problema é de Carlos Moedas e não do taxista português, que acaba por ser um alter-ego deste financeiro desiludido com o seu país e com o clima.
Com efeito, e não questionando a imensa falta de auto-estima que o Carlos Moedas tem encontrado nos motoristas de táxis lusos, parece-me que devemos ter um empate técnico, nesta matéria, entre Portugal e Espanha, porque também há taxistas em Portugal que elogiam o seu país muito para além dos limites da razoabilidade - sobretudo quando têm no banco traseiro um estrangeiro daqueles que pode dar uma boa gorjeta e que até pode querer ir, eventualmente, até Cascais.
O dr. Moedas devia perceber isto, pelo menos melhor do que eu, até porque estamos no campo dos "investimentos".
De facto, não haverá maior falta de auto-estima nos taxistas portugueses que nos espanhóis ou que nos condutores de tuk-tuk.
A existir, a falta de auto-estima está nos passageiros, sobretudo naqueles que não se ensaiam para lamentar a província overseas. Isto é, bonito bonito seria ver o Carlos Moedas a recordar melancolicamente, naquele táxi, a auto-estima dos portugueses. Mas não. Ocorreu-lhe a falta dela e filosofou sobre o tema.