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  <title>Lóbi do Chá</title>
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  <description>Lóbi do Chá - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 22:53:14 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 18 May 2012 22:52:16 GMT</pubDate>
  <title>Moche ao Relvas</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de mais, uma nota: Não simpatizo com Miguel Relvas e tenho raiva de quem simpatiza.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda assim, nesta história da pressão a uma jornalista do Público, parece-me que há uma grande quantidade de pessoas que se está a esquecer do contraditório e de dar o tempo necessário para se perceber, ao certo, o que se passou. Já vi por aí, nomeadamente no Facebook, grandes figuras do comentário, do jornalismo e da política, a pedir a demissão do ministro. Provavelmente estão com pressa de o ver pelas costas e por isso qualquer coisa dá, até a suspeita de que Relvas matou uma mosca no seu gabinete.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Percebo. Eu também gostaria de ver Miguel Relvas fora do Governo, mas parece-me que há regras. E se não queremos ser da mesma laia, é bom que respeitemos essas regras. Por isso, vamos lá ver o que se passou, analisar, e depois, se tudo correr bem, temos uma base sólida para pedir a demissão do cavalheiro. Sem ofensa para os cavalheiros.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 18 May 2012 22:32:13 GMT</pubDate>
  <title>O coiso</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Façam o favor de notar como as coisas corriam bem a Álvaro Santos Pereira durante o período em que decidiu ou foi obrigado a manter-se calado e não dizer nada. Provavelmente estaria muito empenhado naquele feito tonto, perdão, histórico, de baixar a conta da luz no dia em que vier a mulher da fava rica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas fosse por estar com muito trabalho ou não, a verdade é que o ministro Álvaro estava calado e por isso estava tudo bem. Esta semana voltou à ribalta e, como seria de esperar, só fez merda. Primeiro apresentou aquilo da luz como se tivesse descoberto a Indía. Depois acabou uma frase levemente eloquente com... &quot;coiso&quot;. Não é que seja grave. Nada é grave em Álvaro. Ele é um bocado como se não existisse, portanto nada é grave. Epá, mas mesmo não sendo grave, é... coiso. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 18 May 2012 16:20:59 GMT</pubDate>
  <title>Facebook em bolsa</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/500265.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A entrada do Facebook, toda a euforia à volta, todas as notícias, todos os valores, foi tudo estúpido. Lá teve uma forte subida e agora vai regressando aos valores de entrada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu diria que é preciso um investidor ser louco para meter muito dinheiro no Facebook. Não digo que o Facebook não seja uma bomba social, claro que é. Mas está ameaçada, como qualquer rede social. Pode, por exemplo, aparecer outra, que lhe comece a fazer concorrência. Também as empresas podem começar a cortar nos acessos e sabe-se que as pessoas passam muito tempo no Facebook em horário laboral.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As ameaças a uma coisa daquelas são, por isso, grandes e juntam-se à natural sobrevalorização de uma marca que está no auge.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, consciente de todas as ameaças, o rapaz que fez o Facebook comprou no outro dia uma rede social de fotografia por mil milhões de dólares quando essa rede social não deve valer cem milhões. O objectivo de Zuckerberg terá sido aumentar o valor das companhias para assim pôr um travão nas aquisições, controlando ele esse mercado e eliminando potenciais concorrentes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumindo, o Facebook é uma grande rede social e um negócio muito bom mas apenas para os seus inventores. Para os investidores será, digo eu, um gigantesco &lt;em&gt;flop&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 17:42:47 GMT</pubDate>
  <title>Esqueçam a bica, já não fazem nada com estas acções</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o2109f5fb/12304624_eJ34c.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;423&quot; height=&quot;66&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Vá lá, vá lá. Então? Não se riam! As senhoras e os senhores já são adultos, não fica bem fazerem pouco das outras pessoas. &lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 17:08:28 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Aquilo na Grécia não está fácil&quot;</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/499807.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não deixa de ser patética uma certa superioridade com que nós, portugueses, estamos a falar da Grécia. Parece que não estamos na mesma, com a agravante de estarmos a seguir-lhe os passos depois de a vermos espalhar-se ao comprido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas enfim, o Governo diz que nós não somos a Grécia e os portugueses acreditam porque parece que por mais mentiras que os políticos preguem aos portugueses, não há maneira de estes suspeitarem, ainda que ao de leve, do que aqueles apregoam. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 17:45:33 GMT</pubDate>
  <title>Eu não sou de intrigas, mas...</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p&gt;... &lt;a href=&quot;http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/aviao-onde-viajava-hollande-atin_3687.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o Avião onde viajava Hollande foi atingido por um relâmpago.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 10:39:54 GMT</pubDate>
  <title>Somos todos renanos do norte-vestefalos</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É verdade que a crise grega adensa-se e desta vez os gregos não podem culpar ninguém. Foram eles que votaram assim numas coisas um bocado inexplicáveis. É verdade que não tinham grande escolha: era a austeridade ou o caos. Contudo, no caso grego, devo dizer que eu teria optado pela austeridade porque, embora seja frontalmente contra esta política estúpida da Europa, o que se apresentava do outro lado era ainda mais assustador. Os gregos deviam ter mamado a bucha - passe a expressão - e não me refiro à fisionomia do candidato do PASOK, ex-ministro das Finanças.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, mas nem era sobre isto que queria escrever. Era sobre os mercados, esses que hoje caem a bom cair à conta da crise grega. Mas os mercados não repararam que a Merkel levou um chimbalau na Renânia do Norte-Vestefália? O que interessa a Grécia quando a Merkel começa a levar nas orelhas?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada um faz o que quer ao seu dinheiro, mas eu, se fosse investidor, metia todo o meu ouro nesta Europa que começa finalmente a despertar.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 15:26:01 GMT</pubDate>
  <title>Passos e o desemprego</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/499037.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta saída de Passos Coelho sobre o desemprego significa que, se ele for muito inteligente, é também um homem muito tímido e não gosta de exibir essa eventual inteligência. Digo isto porque é incrivelmente estúpido numa altura como a que atravessamos, em que o desemprego atinge valores históricos, vir lembrar as virtudes do desemprego.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em geral, o que o primeiro-ministro diz sobre o desemprego é verdade. Muitas pessoas podem encontrar nele o desafio para criar o próprio emprego, uma empresa, um negócio, uma arte, seja o que for. Mas não deixa de ser estúpido, repito, falar nisso agora.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porquê? Porque nem todas as pessoas podem criar o próprio emprego, uma empresa, um negócio, ou lançar-se numa arte. Nem a economia de um país admite que todos e cada um detenham o seu negócio. Essas airosas saídas para o desemprego serão sempre casos notáveis, mas excepcionais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passos Coelho sabe, espero eu, que as pessoas que estão diariamente a ir para o olho da rua não podem, todas, ir a correr fazer uma empresa. Até porque, com a carga fiscal que está instalada em Portugal, não sei a quem poderá apetecer montar um negócio. Não é muito entusiasmante andar a trabalhar para pagar impostos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas mesmo que não houvesse impostos e que as condições fossem boas para formar negócios, nem todas as pessoas podem fazê-lo, como é evidente. A ideia de que todos podemos fazer uma Jerónimo Martins ou uma Sonae é poética. Aliás, se olharmos para o PSI20, vemos que a esmagadora maioria das empresas resulta de negócios familiares antigos ou grande fortunas feitas noutros tempos. Fazer um grande negócio não é, por isso, uma questão de empenho e trabalho. Pelo menos o capital, uma grande porção dele, é preciso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Capital esse que, se não vier de família, tem de vir dos bancos. Passos Coelho deve saber que os bancos não estão a emprestar. Ou seja, formar um negócio é ainda mais complicado, isto para não falar na enorme incerteza que paira sobre o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É verdade que não é preciso fazer uma Jerónimo Martins, pode fazer-se uma coisa mais pequena. Claro que sim. Mas isso é ainda mais complicado. Lançar uma pequena empresa, sem dinheiro, na actual conjuntura, é deitar dinheiro ao rio, porque as grandes empresas, também em dificuldades, comem tudo. Sou até menino para dizer que, quem estiver a pensar formar um negócio agora, pense logo em fazer uma grande empresa, porque se se atira para uma pequena e média, mais vale investir em ouro, que é mais seguro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não vamos mais longe: Até o grande &quot;empreendedor&quot; Passos Coelho que, quando se candidatou a primeiro-ministro, tentou exibir um currículo privado feito nas &quot;empresas&quot;, deve ter presente que essas empresas em que trabalhou pertencem todas aos seus padrinhos da política e que não foi nunca pelas suas capacidades de gestão que lhe pagaram. Foi para um dia vir a ser alguém na política, como acabou por ser, embora eu acredite que nunca os seus &quot;patrocinadores&quot; acreditaram que fosse tão longe.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumindo, Passos Coelho devia ter outro discurso sobre o desemprego, que muito mais que uma &quot;grande oportunidade&quot; é um enorme flagelo para as pessoas, para a economia e para o país, pela simples razão de que os portugueses, na sua maioria, não têm pais ricos, já não podem ir ao BES e nunca se meteram na política à procura de tachos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 14:33:07 GMT</pubDate>
  <title>Tragédia greg... portuguesa</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/498804.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;«Portugal terá a maior redução do consumo e do investimento da Europa», diz a própria Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não faça nada, o Governo. Não precisa de mudar nada. Estamos bem assim, este é o caminho. Vamos cumprir. Claro que vamos cumprir. É mesmo este o caminho. Não tarda estamos nos mercados. É o Carlos Moedas que o diz, não sou eu, que não percebo nada disto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 11:10:08 GMT</pubDate>
  <title>Falemos de exportações</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/498492.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As exportações estão na moda. Depois de muito tempo sem fazer grande coisa por isso, o país viu-se de repente concentrado em exportar tudo e todos. Parece que está aí a solução para a crise.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ninguém no seu perfeito juízo pode criticar uma política de aumento das exportações e por isso eu também não o vou fazer, mas é de registar o momento em que Portugal se lança nesse desafio, para se perceber como, nas últimas décadas, o país foi muito mal governado e sempre navegando à vista.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira grande dificuldade que enfrentam as exportações portuguesas resulta do facto de (1) não ser apenas Portugal que está em recessão. Até a Europa estará este ano em recessão, sabe-se hoje. Depois, outra grande dificuldade, é que (2) os países em crise, sobretudo com défices excessivos, também procuram exportar, sendo que muitos deles já tinham algum trabalho feito nessa área, não estão agora a desbravar caminho. Terceiro grande obstáculo ao aumento das exportações portuguesas: (3) o mundo assiste à implementação, em muitos países, de políticas proteccionistas. Não somos só nós que andamos por aí a dizer &quot;compre o que é nosso&quot;. Os espanhóis também, os franceses também, os norte-americanos, os russos. Todos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E por fim, outro enorme obstáculo, resulta da (4) dificuldade em concorrer com as economias emergentes, que são aquelas que, por estes dias, compram.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou seja, salvo melhor opinião, isto não está fácil para exportar. Vamos tendo boas notícias, é verdade. A Efacec vai vendendo umas coisas, o Amorim lá faz uma feira em cortiça, mas é porventura o período mais difícil da história recente para andar a tentar exportar produtos. Era um trabalho que já devia ter sido feito, se os portugueses tivessem tido a sorte de ter em São Bento alguém que virasse o país para esse desígnio. Sócrates chegou a entrar por aí, creio que já tarde, quando soaram as campainhas que alertam para o desequilíbrio da balança. Perdeu-se mais tempo a &quot;arranjar&quot; investimentos para Portugal às três pancadas, que na maioria dos casos não passaram de meras &quot;promessas&quot; de multinacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, mas indepentendemente do período desfavorável para exportar, temos mesmo de fazer por isso, pois não se vislumbra outra solução. Pela minha parte, apostaria sempre mais no turismo, que, ainda assim, é o mais fácil de exportar nesta altura e há muito por fazer em Portugal. Creio que já aqui uma vez disse que, quando recentemente estive numa pequena ilha do outro lado do mundo, vi um aeroporto cheio de Boeings 747. Em Portugal, que não é uma pequena ilha, olhamos para as chegadas e é uma tristeza. Chegam aviões pequenos, quase sempre vazios. Ninguém nos visita. Nessa altura fiz seis voos numa semana. Só um estava praticamente vazio: o de Londres-Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Temos muitas camas, boa gastronomia, temos bom tempo, mar, um povo relativamente simpático, segurança... Por que não conseguimos, então, explorar mais o nosso turismo? E por que não nos concentramos mais nessa estratégia em vez de estarmos a tentar exportar pastéis de nata? Nós temos é de os fazer vir cá comer os pastéis de nata.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 May 2012 17:48:04 GMT</pubDate>
  <title>A fraude das Novas Oportunidades</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/498179.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bem esteve Nuno Crato, no Parlamento, sem os populismos decorrentes do tema, a criticar severamente o programa Novas Oportunidades, essa fraude gigante. Só faltou ao anterior Governo distribuir diplomas pelo ar, com a ajuda dos C-130 da Força Aérea.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O programa Novas Oportunidades nunca foi sério e procurou enganar as pessoas e o mercado. Não se resolve a falta de formação de um povo oferecendo-lhe as qualificações.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o mais grave é que o Partido Socialista voltou a defender-se com o estudo do professor Roberto Carneiro, que apenas visou a satisfação dos formandos e não o programa em si. Aliás, o Governo, quando encomendou o estudo, pediu para se avaliar isso mesmo: a satisfação das pessoas e não o programa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, o PS usa este estudo como se fosse uma avaliação da Universidade Católica ao programa e ao sucesso da sua implementação, que jamais se podia avaliar apenas pela satisfação dos formandos, até porque o mais relevante é sempre o resultado prático que um eventual aumento da qualificação dos portugueses traria para a economia e, desse modo, para eles próprios.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O PS sabe, quando invoca o estudo, que não está a ser sério e isso é revelador de uma manifesta falta de ética política. A aposta na formação profissional e o empenho no aumento da qualificação dos portugueses é sempre louvável, desde que seja real. O programa Novas Oportunidades promoveu uma qualificação meramente administrativa, por isso tratou-se de uma qualificação fictícia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais tarde, em relatório, a União Europeia confirmou os “excelentes” resultados de Portugal, que viu aumentar a formação e qualificação do seu povo. Mas o relatório da União Europeia ignora, naturalmente, o rigor desse crescimento, porque se baseia nos dados que os Estados-membros publicam. Logo, através do programa Novas Oportunidades, Portugal enviou dados muito animadores mas que não correspondem à realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou seja, a política de educação do anterior Governo parece um BPN. Foi fraude atrás de fraude e as consequências desta era do facilitismo trará elevados custos para o país, provavelmente até mais que o próprio BPN.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 May 2012 15:28:51 GMT</pubDate>
  <title>Era bom que os impostos subissem</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/498057.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Animem-se. O Governo garante não estar a planear uma nova subida de impostos. É ou não é bom saber?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não, não é. Há já algum tempo que o nosso problema não é a subida de impostos, mas a quebra da receita fiscal. Com a subida de impostos podiam os portugueses bem. Era mais um para não pagar, porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. O problema é outro: O problema é que o resultado da austeridade está a fazer cair as receitas fiscais à grande e à francesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os salários diminuem, as pessoas vão para a rua, as empresas fecham e o consumo desce. Quando o simpático Vítor Gaspar der por ela, não terá dinheiro para pagar a luz do seu gabinete.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E esse é o grande problema que enfrentamos. Não é a subida de impostos, cuja negação por parte do Ministério das Finanças chega quase a ser patética. É como confrontar um jogador à saída do casino, depois de perder tudo, sobre se irá apostar mais alguma coisa. Diz ele “não conto apostar mais nada hoje”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pois claro que não conta apostar mais nada hoje. Já perdeu tudo. O mesmo se passa com Vítor Gaspar. Não há mais austeridade para aplicar. Ou isto resulta ou venha de lá o segundo de uma mancheia de resgates financeiros a Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É pena. Não faltaram avisos sobre o outro lado da austeridade. Vieram de toda a parte e bem fundamentados. Não eram os gananciosos dos investidores a querer fazer-nos a folha nem eram os despesistas deste mundo a querer mais festa. Os avisos chegaram de economistas que, apontando a necessidade de controlar a despesa pública, lembraram que as políticas de austeridade não são solução.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E não são. Com a economia a recuar e as pessoas sem dinheiro, Portugal terá inevitavelmente de pedir mais dinheiro às instituições internacionais, a menos que o simpático Vítor Gaspar seja o único herdeiro de uma tia muito rica e queira meter tudo em Portugal, mas eu estou absolutamente convencido de que nem o simpático Vítor Gaspar poria o seu dinheiro em Portugal, porque arriscar com o dinheiro dos outros é uma coisa, com o nosso já se pensa duas vezes.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 May 2012 11:05:45 GMT</pubDate>
  <title>Touro expiatório</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre as touradas, parece-me que há uma certa embirração com a festa brava. Digo isto porque o Homem maltrata os animais das mais variadas formas. Desde logo, come-os. Depois, sequestra-os. É muito engraçado ter animais dentro de uma cerca ou em casa, mas isso é uma tortura grande. Um cachorrinho pode parecer muito feliz a correr atrás de uma bola na cozinha, mas a verdade é que nós fomos roubá-lo à sua natureza, que não é aquela. Lá vai sendo essa a sua natureza e eu acredito que um dia um cão pode fazer o favor de nos atender o telefone quando não estamos em casa, mas até chegarmos aí foram séculos de tortura animal.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dir-me-á o leitor que a vida é mesmo assim. E, de facto, é. Eu adorava poder beber uma cerveja com um crocodilo, mas a verdade é que ele parte-me em dois com a cauda antes de eu poder sequer convidá-lo. A vida é mesmo assim.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora, perante isto e assumindo que o Homem é um animal inteligente que faz pouco de muitos outros animais, muitas dúvidas emergem sobre este estranho foco sobre as touradas, como se elas fossem o corolário da inevitável luta entre os animais. Porquê as touradas? São abatidas diariamente milhares de vacas para consumo humano. Por que raio não merece a vaca a mesma simpatia dos defensores dos animais? Porque dá um belo bife, claro. Mas não está escrito em lado nenhum, excluindo estudos parvos, que o Homem precisa de comer carne de vaca. A partir de amanhã, o Homem, querendo, podia indultar todas as vacas do mundo, salvando-as da crueldade do matadouro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas com as vacas e os porcos ninguém se preocupa. Aliás, a luta contra as touradas parece que expia os pecados de quem não gostando de touradas, perde-se por um suculento naco de carne proveniente de um animal que alguém teve de abater para ali chegar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma pergunta impõe-se: O que diriam as pessoas que estão contra as touradas se houvesse uma proposta para acabar de vez com a festa brava, abatendo-se contudo estes animais em matadouros controlados pela ASAE, para consumo dos aficionados. Será que festejariam a salvação do touro das garras daqueles patifes que os lidavam em praça numa festa em que ele e a sua nobreza são a principal atracção? Provavelmente sim. Provavelmente festejariam. Logo, o problema não está no destino que o homem dá ao touro, mas na alegria com que o faz. Ou seja, se os matarem lá no barracão onde eu não vejo, sim senhor, estou a proteger o animal. Mas numa praça, com pessoas a aplaudir a força, a coragem e a bravura do animal, isso não, de maneira nenhuma. Matadouro escondido, sim. Praça central, não, porque quem não vê é como quem não sente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, foi recentemente apresentada pelo Bloco de Esquerda uma proposta que visava proibir a transmissão de touradas na televisão, o que só fundamenta esta minha teoria de que o que a malta não quer é ver. Nós sabemos que matamos animais, não queremos é ver. Queremos que alguém faça esse trabalhinho por nós, às escondidas, que nós depois comemos já longe de ver o sofrimento por que passou o resto do animal donde se retirou tão belo bife.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os movimentos que estão contra as touradas deviam ampliar o seu objecto e defender todos os animais. Se alguém quiser lançar a primeira pedra de uma verdadeira constituição universal dos direitos dos animais, onde os princípios aplicados aos Homens são transpostos para estes seres, nomeadamente no que respeita ao direito à vida, à justiça, equidade social e igualdade entre géneros ou espécies, então aí sim estaremos a falar de uma verdadeira defesa dos animais. Será algo absolutamente contrário à natureza e impraticável, mas honesto do ponto de vista do conceito, porque não se pode andar a criticar as touradas e a elogiar o leitão da Mealhada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concluindo, retomando o início, parece-me que a luta contra as touradas não passa de uma embirração que resulta do facto de as corridas de toiros espelharem um capítulo da relação entre o Homem e os animais que muitos preferem não ver, não saber nem ouvir falar, como se assim não existisse. E se algum dia conseguirem acabar com as touradas, acabarão também com o touro bravo, o tal animal que dizem querer defender dos únicos homens no mundo que os criam, para uma finalidade que não é menos nobre que encher de lombo a pança da burguesia.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 May 2012 17:46:13 GMT</pubDate>
  <title>007</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta bronca com os serviços secretos portugueses acaba por ser o pior James Bond de sempre. Pior que o do Timothy Dalton.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 May 2012 20:14:27 GMT</pubDate>
  <title>Os gregos, os franceses e os corajosos</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É notável a amálgama de corajosos que, depois das eleições francesas e gregas, aparece a querer romper com a Troika e renegociar a dívida. Antes do cambalacho grego e da revolta francesa, mostravam-se, apenas e a medo, cépticos. Mas agora, qual quê, é tudo convicção arreigada, como se a Europa tivesse dado uma volta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Analisemos então a volta que a Europa deu: Hollande, como o melão, temos de abrir para ver se presta. Muitas pessoas apostam já que o socialista vai acabar com a austeridade, mas eu apostaria que tudo não passou de estratégia de campanha e que Hollande será apenas uma Merkel em pele de cordeiro, capaz de compensar os austerizados com uns miminhos socialistas, que os próprios alemães farão questão de apoiar, pois também eles sentem a austeridade com anestesia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na Grécia, o problema é bem maior. Ninguém se entende nem ninguém se vai entender e aquela ideia de convocar novas eleições deixa duas grandes dúvidas: Vão entender-se antes das eleições quando não se entenderam depois? O povo vai mudar assim tanto o sentido de voto?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda sobre o cambalacho grego, ouvi Manuel Alegre dizer poeticamente que em democracia há sempre soluções. Isto é muito lindo, mas qual é então a solução para a Grécia? Pergunto isto porque eles, os gregos, não a estão a encontrar e a instabilidade prevê-se grande e descontrolada. Entretanto, é bom recordar que uma assustadora percentagem do Parlamento grego eleito é de duvidosa democraticidade, para não dizer pior. Será então que uma das soluções que a democracia disponibiliza é a ditadura? Bom, na verdade, não seria a primeira vez. Os poetas têm sempre razão. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 09:09:38 GMT</pubDate>
  <title>Despediram o mordomo?</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As eleições de ontem, em França, provam que, se é verdade que as pessoas não gramam a senhora Merkel, gramam ainda menos o seu capacho, este promissor Sarko-herói que acabou &lt;em&gt;yes man da pastora alemã&lt;/em&gt; e que só foi capaz de se impor diante de um acampamento de ciganos romenos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 May 2012 19:33:00 GMT</pubDate>
  <title>Assim vai um país...</title>
  <author>JCS</author>
  <link>http://lobidocha.com/496862.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o Tribunal Constitucional ainda não se sabe quem vai. Andam há semanas nisto. Dois candidatos já desistiram. Ninguém se entende. Jogos de incrível poder desenrolam-se nos corredores do tribunal dos tribunais, nas costas desta aparente democracia, em que, afinal de contas, nada é transparente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas seleccionador nacional até 2014 já temos... É o Paulo Bento.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 02 May 2012 23:12:00 GMT</pubDate>
  <title>A crise da esquerda</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diz o DN que a &quot;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2452518&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Esquerda quer proibir abertura de &apos;supers&apos; a 1 de Maio&lt;/a&gt;&quot;. É esta a resposta da esquerda ao que se passou no 1 de Maio? Então são absolutamente naturais e previsíveis as sucessivas derrotas da esquerda em eleições.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É esta a estratégia da esquerda? Defender os okupas da escola da Fontinha e fechar a cadeado o Pingo Doce? Estou a ver que isto, para o Passos Coelho e para o Relvas, será um passeio na avenida.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 May 2012 21:59:23 GMT</pubDate>
  <title>Palmas para o Pingo Doce</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tiro o meu chapéu à Jerónimo Martins e a Soares dos Santos. Foi uma loucura? Foi para tramar o Dia do Trabalhador? Foi apenas marketing? Não sei, mas foi lindo ver o capital a aniquilar a luta dos trabalhadores numa altura em que o país atravessa uma das mais graves crises económicas da sua história. Isto é de uma ironia que eu não consigo classificar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os sindicatos deviam parar para pensar, pois para mim é claro que os portugueses, uma significativa maioria, não acredita que eles lhes possam dar mais do que 50% de desconto em 100 euros de compras. E quando os trabalhadores acham que vale mais aproveitar uma promoção de um supermercado do que lutar pelos seus direitos, isso quer dizer que quem está à frente dessa luta anda a dormir na forma.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A continuar com as passeatas do costume, com as mesmas palavras de ordem, com as mesmas bandeiras, com o mesmo discurso, com a mesma conversa, é natural que a malta vire as costas à primeira oferta de um simpático empresário. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A verdade é que o Pingo Doce, hoje, fez barulho, mexeu-se, agitou. E os sindicatos? O que fizeram? Nada mais que o costume, conversa fiada e ruas cortadas como se isto bastasse para mudar alguma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As previsões de desemprego são dramáticas, as condições de trabalho degradam-se de dia para dia, os trabalhadores portugueses estão sem qualquer segurança à mercê das mais incríveis experiências políticas... e esta malta organiza passeios na Baixa e comícios na Alameda? Por favor! Fazem muito bem os portugueses em correr para o Pingo Doce.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 May 2012 08:47:37 GMT</pubDate>
  <title>Mais uma despesa, Cavaco</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o que se vai conhecendo da íntima ligação entre Cavaco Silva e o BPN, parece cada vez mais evidente que o Presidente vai ter de sobrecarregar a sua já muito difícil situação financeira com a contratação de um advogado.

Ou então, como estamos em Portugal, não acontece nada. Cavaco aparece a dizer que está muito ofendido com as acusações e de repente fica tudo com vergonha de ter perguntado alguma coisa.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 00:40:02 GMT</pubDate>
  <title>Grandeza dos números</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um adepto do Porto, eufórico, falava à RTP. Explicou que é emigrante. Vive na Suíça, mas veio a Portugal este fim-de-semana porque o Porto podia ser campeão. Mandou um abraço para a comunidade de portistas de Neuchâtel e depois disse: «Somos só três, mas é uma grande comunidade.»&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora, posto isto, ninguém pode criticar a PSP por dizer que dois são uma manifestação. Se três são uma grande comunidade...&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 00:35:41 GMT</pubDate>
  <title>Tiveram o calendário com eles</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parabéns ao Futebol Clube do Porto, mas diga-se, em abono da verdade desportiva, que teve alguma sorte, sobretudo com o calendário. É que mais umas jornadas e o Sporting limpava isto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 00:26:23 GMT</pubDate>
  <title>Está justificado</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é de admirar a despesa dos governantes com refeições, porque é com papas e bolos que se enganam tolos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 25 Apr 2012 17:03:12 GMT</pubDate>
  <title>Não leu o manual</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O corajoso Rui Rio disse mal dos bancos. E eu a pensar que ele até podia, de facto, sonhar vir um dia ser primeiro-ministro. Agora, pode tirar os cavalinhos da chuva. É que os banqueiros são muito piores que a malta da escola da fontinha ou lá o que é.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 21 Apr 2012 18:35:55 GMT</pubDate>
  <title>Até uma cebola eu teria preferido</title>
  <author>JCS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como este é o mês do meu aniversário, o Clube Minipreço oferece-me &quot;um refrigerante com gás marca Dia&quot;. Não sei como agradecer. Talvez com um pacote de Cheetos?&lt;/p&gt;</description>
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