Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
A Justiça vai de mal a pior, já dizia "toda a gente"

Podemos poupar no intróito, pois todos conhecemos a história do caso Freeport. Em plena campanha eleitoral, uma estranha denúncia originava uma complicada investigação ao licenciamento de um centro comercial em Alcochete. O caso envolvia alguns governantes, mas o principal alvo era José Sócrates, outrora ministro do Ambiente, que por aqueles dias era dado como certo à frente do Governo.

 

O Partido Socialista lá foi eleito, José Sócrates lá foi primeiro-ministro, e assim continuaram, bem como a investigação. Ao mesmo tempo, levantavam-se dúvidas legítimas num país que não podia ignorar um caso daqueles, e a necessidade de obter explicações.

 

As dúvidas assomavam e sumiam, as explicações tardavam.

 

Seis anos depois, as autoridades não suspeitam de nenhum político e o caso parece acabar em dois pequenos comissionistas que alegadamente sacaram centenas de milhões de euros aos ingleses para pagar a políticos portugueses.

 

O caso está encerrado? A meu ver, não. Ninguém confia na Justiça, logo ninguém confia na conclusão do caso Freeport. Sócrates continua e continuará, aos olhos da maioria dos portugueses, e por mais injusto que isso possa ser, como suspeito de corrupção. Seis anos depois, com todos os episódios que o nosso sistema admitiu em mais este caso, ninguém vai confiar nesta decisão judicial e o povo está completamente indiferente ao que dizem os políticos.

 

Sobretudo quando a acompanhar as incertezas legítimas - sublinho legítimas - das pessoas, andou uma campanha perfeitamente encapotada na mais nobre missão jornalística, que usou o caso Freeport para tentar eliminar o Governo.

 

Mas qual é, então, o problema de fundo?

 

A Justiça, manifestamente a Justiça, sendo certo que os políticos não se podem queixar dela. É a coisa mais absolutamente notável, um governante queixar-se da Justiça e da sua morosidade. Então mas quem é que manda? Quem é o legislador? Será que também temos de lançar uma investigação durante seis anos para descobrir quem é o legislador e quem manda nas leis? Ó Dra. Cândida Almeida, venha cá, não vá já de férias, porque tem de descobrir quem é o legislador em Portugal!

 

Com a breca! A Justiça vai de mal a pior e já é tão comum dizer-se isto que ao dizê-lo me sinto estúpido. Mas é verdade. E não pode continuar. Sócrates não é nenhuma vítima. É culpado. Santana também (embora por pouco). Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva e todos, dos provisórios aos constitucionais. Também os presidentes da República. Todos eles são culpados do caso Freeport, como também são culpados, por exemplo, do processo Casa Pia, que foi adiado mais um mês porque estão a escrever um livro em vez de fazerem Justiça.

 

A Justiça portuguesa é inqualificável de lenta, de arbitrária e de manipulável. Ninguém pode, por isso, ter segurança nas investigações a que vai assistindo e nas decisões que delas saem. E assim, um político sobre quem se lança suspeitas de corrupção, por mais infundadas e criminosas que sejam, é corrupto para toda a vida. E se não consegue restaurar a Justiça em Portugal, seja por que razão for, é culpado.



publicado por José Costa e Silva às 00:21
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Workshop "como presidir à República" do prof. Cavaco

O presidente Cavaco começa quase sempre as suas declarações explicando o que deve ou não "o presidente" fazer. É bom lembrar o Chefe de Estado que dos dez milhões de portugueses, só quatro manifestaram interesse em presidir à República, sendo que dois deles não contam muito com isso.

Resulta daqui que aos portugueses não interessa tanto o que "o presidente" deve fazer, mas o que tem feito o professor Cavaco, independentemente de ser mais ou menos político-constitucionalmente correcto.



publicado por José Costa e Silva às 15:00
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Derivado "ó" calor

Gostava de ser um urso com os sonos trocados para hibernar durante o Verão.



publicado por José Costa e Silva às 12:58
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Já que falamos em interesse nacional

Gostava de ver o Governo lutar por manter a transportadora aérea nacional nas mãos do Estado, no mínimo com o empenho com que lutou pela manutenção da participação da Vivo na PT.

 

Há muitas formas de se financiar a TAP sem que a lorpa da Europa tope. Isso foi feito no passado. Invocar o argumento de que é a Europa que não permite subvenções às companhias aéreas é poético, sobretudo poucos dias depois de se usar uma golden share.

 

Vá lá, deixem-se de ideias. A TAP é um símbolo nacional.



publicado por José Costa e Silva às 00:54
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Leia sem se rir, por favor

«As taxas cobradas pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) às empresas que afixam telas publicitárias nas fachadas de edifícios são inconstitucionais. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Administrativo (STA) com base em vários acórdãos do Tribunal Constitucional, mas que ao longo dos últimos dez anos não têm tido acolhimento por parte da autarquia, que continuou a exigir dinheiro aos munícipes.» - Diário Económico. (Bold meu)



publicado por José Costa e Silva às 15:00
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Espero que recuperem

Depois de me ganharem em Tribunal a disputa sobre uma factura maluca de internet que nunca explicaram e que nem a senhora doutora meritíssima juíza lhes pediu para explicar - num processo que contou ainda com a preciosa colaboração de uma funcionária que foi a Tribunal mentir com todos os dentes - é evidente que lamento a quebra de 4% nas receitas da Vodafone do 2.º trimestre, que se vem juntar à quebra de 2% no 1.º. Oxalá não recuem 8% no 3.º trimestre, muito menos 16% no 4.º.



publicado por José Costa e Silva às 13:25
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
Então, o que tens feito?

 

Importunado vacas.

 

[Imagem: Reuters]



publicado por José Costa e Silva às 23:59
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Ai que stress! C'horror!

Estou convencido que BPN e BPP também passavam nestes "stress tests". Até a Marsans passava.



publicado por José Costa e Silva às 17:16
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És o quê?
Vai ser bonito quando o indivíduo disser, lá na prisão, que é o "rei dos gnomos".


publicado por José Costa e Silva às 16:45
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PEC III

O CDS-PP conseguiu fazer aprovar uma redução de 5% nos vencimentos dos gabinetes do Governo, presidente e vereadores de Câmaras Municipais, Presidência da República, Governos Regionais e representantes da República e Governos Civis.

 

Pronto, em princípio o problema do país está resolvido. Se não estiver, ainda se pode instalar nas casas de banho do Estado aqueles autoclismos com função meia-descarga. E então aí até podemos começar a pensar em emprestar dinheiro ao estrangeiro.



publicado por José Costa e Silva às 01:06
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
Domus iustitiae avec garagius

Quando um preso mediático vai ter com o senhor juiz, corre também o povo ao Tribunal para lhe chegar a roupa ao pêlo (do preso mediático, não do senhor juiz). Parece que estamos na Idade Média.

 

Não teria custado assim tanto - há mais tempo, porque agora estamos lisos - converter os tribunais em estabelecimentos com garagem, não para proteger os miseráveis, mas sim o povo, que os vê ali sem lhas poder assentar.

 

Pior, ainda assim, foi um amigo meu, a quem tentava explicar uma profecia maluca daquele ser inadjectivável que aponta para um sismo no dia 8 de Agosto, tão grande que arrasará mais de metade da costa portuguesa. Diz-me este meu amigo: - 8 de Agosto? Estou na Beira...



publicado por José Costa e Silva às 22:00
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Mais informações, consulte o prospecto

Primeiro foi «razão atendível» em vez de «justa causa» porque é preciso flexibilizar. Depois já «razão atendível» passou a ser quase igual a «justa causa» porque também é preciso dar segurança. Falam agora em remeter a definição do conceito para uma lei específica, como se não fosse sempre necessário definir nos termos da lei as ambiguidades constitucionais.

 

Mas enfim, o PSD faz-me lembrar um leitor do Lóbi do Chá que, certo dia, comentando um espectacular ensaio sobre o ensino, escreveu «ó palhaço, vai ler a Constituição».

 

Aqui o palhaço não precisou de ir ler a Constituição para perceber que o ríspido leitor estava apenas confuso e, de certa forma, perdido. Muitas discussões terminam assim, com acusações de fascismo, nazismo ou convites a ler a Constituição. É raro uma pessoa ter uma Constituição à mão e isso explica o sucesso deste remate.

 

Do mesmo truque usa este PSD confuso e, de certa forma, perdido. Manda-nos ler a lei que vai explicar esta coisa da «razão atendível». Com uma nuance, porém: a lei que explica uma coisa tem de vir depois da coisa sob pena de o mundo estar de pernas para o ar e nós naturalmente extintos.

 

Logo, o PSD convida-nos primeiro a aceitar a «razão atendível» e depois, um dia, convida-nos a ver o que significa. Numa palavra: enigmático.

 

Bom, mas se o problema está na definição do conceito e se, afinal de contas, «razão atendível» nem andará assim tão longe da «justa causa» – palavras do líder – por que raio não propôs o PSD uma redefinição da lei que define «justa causa», em vez desta abrilada?

 

Dúvidas que ficam de uma liderança laranja que levanta muitas.



publicado por José Costa e Silva às 00:29
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
Connosco, a auto-estima vai sempre atrás

Carlos Moedas, que tem a curiosa particularidade de trabalhar com dinheiro, escreve no 31 da Armada sobre a falta de auto-estima dos portugueses. Este é mais um tema original no conjunto das nossas obsessões.

Bom, mas a falta de auto-estima, a existir, começa naqueles que um dia se deslumbraram com o estrangeiro e desde então nunca mais deixaram de apontar os vícios desta província que é a deles.

O Carlos Moedas, por exemplo, encantou-se com um taxista madrileno que elogiou a meteorologia da capital espanhola. Se o motorista fosse português, Moedas aposta que o comentário teria sido algo deste género: «Sabe, isto neste país já nem o clima se aproveita».

Como parece evidente, o problema é de Carlos Moedas e não do taxista português, que acaba por ser um alter-ego deste financeiro desiludido com o seu país e com o clima.

Com efeito, e não questionando a imensa falta de auto-estima que o Carlos Moedas tem encontrado nos motoristas de táxis lusos, parece-me que devemos ter um empate técnico, nesta matéria, entre Portugal e Espanha, porque também há taxistas em Portugal que elogiam o seu país muito para além dos limites da razoabilidade - sobretudo quando têm no banco traseiro um estrangeiro daqueles que pode dar uma boa gorjeta e que até pode querer ir, eventualmente, até Cascais.

 

O dr. Moedas devia perceber isto, pelo menos melhor do que eu, até porque estamos no campo dos "investimentos".

 

De facto, não haverá maior falta de auto-estima nos taxistas portugueses que nos espanhóis ou que nos condutores de tuk-tuk.

 

A existir, a falta de auto-estima está nos passageiros, sobretudo naqueles que não se ensaiam para lamentar a província overseas. Isto é, bonito bonito seria ver o Carlos Moedas a recordar melancolicamente, naquele táxi, a auto-estima dos portugueses. Mas não. Ocorreu-lhe a falta dela e filosofou sobre o tema.



publicado por José Costa e Silva às 12:58
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010
Beatas desesperadas

 

Lê-se no cartaz «S. Bispo pense no que está a fazer deixe o padre Lopes connosco ou irá-se arrepender!».

 

Então, vamos lá a saber, o que é que as senhoras fazem ao senhor bispo? Torturam-no com este português até o homem devolver o padre Lopes? Bom, então nesse caso é uma causa nacional: Senhor bispo, devolva o padre Lopes! Ou irá-se arrepender.

 

[Imagem: DN]



publicado por José Costa e Silva às 22:50
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Conan, o homem-zon

Sei que não é original escrever artigos sobre fornecedores de televisão por cabo ou operadoras de telecomunicações, mas como é irresistível, aqui vamos nós, again.

 

A minha internet e o meu telefone fixo, os dois, em alegre panelinha, começaram a falhar, numa rotina que se tornou insuportável e por isso, só por isso, lá liguei para a Zon.

 

Ora, esses verdadeiros mata-empregos que são os atendedores automáticos perguntaram-me ao que eu ia. Pedi então apoio técnico. Para internet... Sim, estou ao pé do router. Ok, eu espero...

 

Poucos minutos depois, lá aparece o homem-zon. Perguntou-me coisas e eu disse-lhe tudo: - Olhe, a internet e o telefone vão ao ar. A televisão também foi uma vez, mas depois passou-lhe. Agora, internet e telefone estão sempre a ir ao ar.

 

O homem-zon pergunta-me então, num exercício de déjà vu, se o telefone também ia ao ar. Disse-lhe que sim, mais uma vez... vai tudo ao ar, telefone e internet.

 

Bom, depois de uns testes, lá me diz, por outras palavras, que o problema deve ser meu, porque o sinal – ele diz que está a ver – está excelente.

 

Então não está excelente? Lá deve estar óptimo. Aqui é que não funciona. Mas o homem-zon, completamente indiferente, manda-me ligar para uma “pc não sei quê” – foi nessa altura que comecei a perceber que o homem-zon devia estar a revirar os olhos para o colega, como quem diz “mais um que tirou hoje o computador da caixa”.

 

- Ei, isto não funciona e não sou eu nem é o computador. Não trabalha. Puf. Nem telefone, nem net e até a televisão um dia parou. – Lá tentei eu abrir-lhe os olhos, cerradinhos que devem estar, permanentemente, na badana larga da colega cujos turnos vai perseguir até ganhar coragem para a convidar a sair, que é como quem diz ir fazer aeromodelismo ao Estádio Nacional.

 

Ah, mas o telefone não funciona? - pergunta-me ele. - Então já não lhe tinha dito que não? - Digo-lhe eu. - Pois, eu tinha perguntado, mas o senhor insistiu na internet, pensei que era mais importante. - Replica. - Eu não disse que a internet era mais importante, disse que falha a internet e o telefone, mas se quiser posso dizer-lhe que falha o telefone e a internet. - Vou assim eu, já um pedaço desesperado e a contar que aquilo fosse dar merda, como dão a maioria dos meus contactos telefónicos para empresas que cobram a totalidade de serviços que prestam apenas parcialmente.

 

Seja como for, fiquei sem saber de onde vinham os ciúmes do homem-zon, porque eu estava a queixar-me da internet e ele é, justamente, da internet – no atendedor foi o que eu escolhi, porque a máquina obriga-me a escolher qualquer coisa. Se eu tivesse dado mais importância ao telefone numa conversa com um técnico da internet, ainda podia perceber.

 

Resultado, o homem-zon lá deixou o pedido para os colegas do telefone, que há pouco me ligaram a dizer que “sim senhor, estiveram a verificar e há quebras no serviço a afectar o telefone e – notem bem – a internet!”.

 

Não é incrível? O complicado de ontem fez uma cena de ciúmes, disse-me que os sinais estavam óptimos e mandou-me para a “pc não sei o quê”. Hoje, foi uma limpeza. Nem um minuto demorou a conversa.

 

As pessoas, a trabalhar, são mesmo assim: há umas muito boas, outras muito más. Estas, as muito más, por mim podiam ir para a praia com um subsídio daqueles que o dr. Portas critica.

 

Não tenho dúvidas: há pessoas a quem o Estado devia pagar para não fazerem rigorosamente nada, não tocarem em nada, não mexerem em nada. Há pessoas que só atrapalham. Pagar-lhes para não trabalharem nada seria muito justo, porque os outros, pelo menos, podiam avançar.



publicado por José Costa e Silva às 11:54
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Política nas férias grandes

Esta reforma constitucional passos-coelhana lembra quando os pais têm de levar os putos para o trabalho.

 

Sócrates teve de levar Passos Coelho para São Bento e agora passa os seus dias a correr atrás do jovem líder, que não larga a Constituição.



publicado por José Costa e Silva às 19:52
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O especialista

Se Vitalino Canas diz que as «ideias» de Passos Coelho são absurdas, então devem ser mesmo, porque Vitalino Canas conhece o absurdo por dentro e por fora.



publicado por José Costa e Silva às 19:27
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Actualidade cómica

Vide, por favor, esta notícia do Público: Deputado Hélder Amaral pede explicações: CDS suspeita de manipulação estatística nos incêndios. Eu estou muito perto de deixar cair o Imprensa Falsa, porque a actualidade portuguesa ultrapassa qualquer projecto que a pretenda satirizar.

 

Querem um cheirinho?

 

"Este ano houve apenas 33 incêndios e 207 fogachos e em 2009 estão registados 357 incêndios. É uma redução quase inexplicável", Hélder Amaral - O deputado nem espera pela segunda quinzena de Julho. E Agosto deve ser mês de Inverno em Viseu. Seja como for... redução? Então este ano já houve 207 fogachos, sendo que em 2009 nem um! Qual é a redução? Desculpe, senhor deputado, mas é um "aumento quase exponencial", isso sim.

 

Outro cheirinho: "Várias pessoas vieram dizer-me que tem havido fogos e que vão ao site e não está lá nada", Hélder Amaral - Bom, estamos a falar de três entidades de referência: um "deputado do CDS", "várias pessoas" e o "site". Se "várias pessoas" foram dizer ao "deputado do CDS" mas não está nada no "site", temos efectivamente um problema nas mãos.

 

Oxalá se faça aquela coligação tripartida depressa, porque ninguém tem dúvidas da falta que faz ao país este rigor. Com Hélder Amaral na Secretaria de Estado da Administração Interna, os fogos subiam logo para 357 e era criado um widget da Protecção Civil, com leitor de fogos e fogachos em tempo real.



publicado por José Costa e Silva às 00:16
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Domingo, 18 de Julho de 2010
Eles já tinham previsto...

Então e um jornalista que confrontou, em directo, um comandante da Polícia Marítima com a perda de visibilidade que se verifica ao final do dia? Então e o comandante que concordou e explicou que esta era uma situação – a perda de visibilidade – que já esperavam, justamente, com o final do dia?



publicado por José Costa e Silva às 20:25
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Enquanto isso, no Estado "da" Alberta...

Steer Wrestling event during the rodeo at the Calgary Stampede in Calgary, Alberta, July 11, 2010

 

Não parece o Pedro Marques Lopes? Bem, grandes férias. A derrubar bois!

 

E já que falo de Pedro Marques Lopes, aproveito para falar do seu companheiro de união de facto, Bernardo Pires de Lima, que escreveu o seguinte: «Mas quem é que no seu juízo perfeito quer ir para o governo nos próximos 10 anos?»

 

Idêntico pensamento encontrei, esta semana, num artigo de João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã. A este país pode faltar muita coisa, mas o que mais falta são tomates. É que nós já nem somos só cobardes em silêncio, já o exibimos em voz alta.

 

Aqui se vê: O Bernardo Pires de Lima é um rapaz muito esperto e nunca quereria ir para o governo nos próximos dez anos. Podia ser um cavalheiro inteligente, disponível para agarrar o seu país e lutar por ele, mas é só mais um esperto que sabe que agora não é o melhor "momento". Genial!

 

Oxalá o Bernardo Pires de Lima não queira ir para o governo nos próximos 10 anos nem nos próximos 150. A política não precisa de mais oportunistas.

 

[Imagem: Reuters]



publicado por José Costa e Silva às 00:53
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010
Pronto, a torneira está arranjada

 

Deve ser um belo orçamento. Só a deslocação...



publicado por José Costa e Silva às 19:10
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Injustiça

Informações falsas? Jardim Gonçalves foi condenado por prestar informações falsas sobre o BCP, tentando encobrir dificuldades? Mas Jardim Gonçalves ainda hoje manda mensagens escritas a dizer que o banco está entalado...



publicado por José Costa e Silva às 13:17
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Imprensa Falsa (manchetes da semana)

Moody’s corta no rating do BPI e obriga Fernando Ulrich a corrigir o apelido para Ulpoor

 

Depois das SCUTs: Governo pondera taxar “passeio dos tristes”

 

São e salvo: Campos e Cunha reaparece nas jornadas parlamentares do PSD depois do naufrágio

 

Bancos portugueses passaram os stress tests mas converteram-se em pequenas drogarias, pastelarias e mercearias

 

Espanha campeã do mundo de futebol: Carlos Queiroz está a dar voltas ao Marquês e a buzinar

 

Animal adivinha resultados eleitorais: Borrego Raul dá a vitória a Passos Coelho

 

Deputada do CDS deita-se na linha para denunciar aumento de impostos mas havia greve da CP



publicado por José Costa e Silva às 01:04
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Os penetras

Anda alguém a tentar meter-se na fila para governar. Mas, neste caso, é o povo que faz a guest list.



publicado por José Costa e Silva às 00:58
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Notas sobre o Estado da Nação

- Há uma deputada do Bloco de Esquerda que discursa que é uma beleza. Chama-se Cecília. Tem musicalidade. Arredonda as palavras no fim. Adorei ouvi-la na rádio, mais até que o Sting.

 

-  Passos Coelho não é deputado porque Ferreira Leite não gosta dele. Santana Lopes, na Câmara de Lisboa, também proibiu o seu gabinete de prestar informações a um colega seu, vereador. O PSD é isto, sempre e em toda a parte.

 

- O CDS, valente, pediu a demissão a José Sócrates. Estamos a falar do mesmo CDS que viabilizou, há muito pouco tempo, o Orçamento para 2010 desse Sócrates que o CDS sabe, e sempre avisou, que é muito mau e muito mentiroso e incapaz de levar o país pela crise.

 

- Relativamente ao próprio do primeiro-ministro, não o consegui ouvir, mas imagino… Deve ter dito maravilhas do país. Faz bem. Para dizer horrores já temos esta proficiente oposição, que não sabe, aliás, dizer mais nada.

 

- Mas aquela deputada do Bloco... pode discursar mais vezes, pode.



publicado por José Costa e Silva às 19:06
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010
Digam-me como é que ele acorda amanhã

Fernando Ulrich garante que “neste momento o país não consegue financiar-se” e “não está longe o dia em que Portugal baterá na parede” – Fernando Ulrich, Maio de 2010.

 

Ulrich "seguro que Portugal vai ultrapassar bem a crise" – Fernando Ulrich, Julho de 2010.



publicado por José Costa e Silva às 21:51
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And now...

Moody’s corta ‘rating’ de oito bancos portugueses.




publicado por José Costa e Silva às 19:21
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
Chateias o Sarkózio, incomodas a Bruna

Estas tretas dos financiamentos dos partidos!? Agora estão a cair em cima do pobre do Nicolau Sarkózio!?

 

Por esse mundo ocidental fora, há empresas a financiar partidos políticos e todas elas esperam alguma coisa em troca, nem que seja simpatia ou, no mínimo, menos «dificuldades». Por isso costumam financiar, por igual, as forças que podem ganhar.

 

Bom, e como se vê, as campanhas dos partidos são milionárias. São milhões e milhões de euros. Não são quinhentos mil. São cinco, dez, quinze e até vinte milhões de euros. Quem paga? E por que razão paga? Convicção? Deixem-me rir…

 

Ora, portantos, para acabar com a festa, só há uma solução: proibir liminarmente toda e qualquer contribuição para os partidos – nem malas, nem cheques nem quotas dos militantes, zero – e confinar as campanhas partidárias a um quinhão do tesouro público, dividido irmãmente pela rapaziada, ouvidos os resultados eleitorais anteriores.

 

- Era o que faltava, os impostos a pagar as campanhas! – dir-me-ão os mais agarrados ao dinheiro. E com alguma razão, mas sai-lhes muito mais caro este sistema misto, em que parte é subvenção e a outra parte suborno – perdão, contribuição.



publicado por José Costa e Silva às 22:37
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Cinco Contos

 

Continuando a Colecção do Escudo Português, apresentamos hoje a nota de cinco mil escudos, ou "verdinhas", para os mais chegados. Quem era rico tinha sempre muitas destas na carteira, porque a nota de cinco contos sempre foi um sinal exterior de riqueza, como será hoje a de cinquenta euros.

 

Uma conta de mil e duzentos escudos (ou 6 euros), por exemplo, pagava-se com cinco contos (agora com cinquenta euros). A ralé pagava com dois contos (ou dez euros), isto, claro, quando não se esquecia da carteira...



publicado por José Costa e Silva às 16:30
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Xô, Moody’s, àndar!

Moody’s pára, pára! Larga-nos o rating! Vai brincar com o rating dos espanhóis que ganharam o campeonato do mundo!

 

E, já agora, não ouviste o nosso presidente? É «totalmente improvável» sairmos do Euro. Eu até diria mais: É mesmo completamente difícil isso acontecer.



publicado por José Costa e Silva às 13:35
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