Andam-nos a ir ao ‘rating’


Já ganhou…


O Público diz que ‘Fernando Negrão, Luís Montenegro e Campos Ferreira apoiam Passos Coelho’. O Fernando Negrão, com o seu talento para siglas, se encontrar a sede do PSD no dia das eleições é uma sorte. Provavelmente manda o táxi para a sede dos TST e vai parar ao Pragal. O Luís Montenegro e o Campos Ferreira vão com ele, porque aparentemente fazem tudo juntos.

Fitch fucking


Já esgotei o meu plafond de obscenidades para este mês, senão teria muito gosto em comentar o nome da agência que nos quer vandalizar o rating da dívida. Chama-se Fitch, não é curioso?

Follow the jacket IV


Pode fazer parte de um plano tenebroso do PCP para vestir o mundo, pois pode. Mas pior: talvez por vingança, começaram logo pelo Bloco de Esquerda, dando-lhes, porém, casacos num tom de castanho mais claro, como quem diz “é derivado ao caviar”.

Seja como for, se nem o Daniel Oliveira nem ninguém se oferecer para explicar o plano, há um jornalista do i que é capaz de entrar em qualquer guarda-fato.

Follow the jacket II


O famoso blazer do Partido Comunista levou, desta vez, Bernardino Soares ao Prós e Contras. É incansável, este casaco. E não dá sinais de estar coçado.

Carta de um aficionado à chuva


Eu sempre gostei de chuva. Sou até um entusiasta. Sou coleccionador. Tenho uma sala onde guardo chuva em frascos. Tenho chuvadas desde a década de noventa. Também guardei algumas cheias e tenho até um pântano, mas que já está muito velhinho.

Enfim, gosto muito de chuva, mas confesso que já não a posso ver nem pintada de amarelo. Vou colocar a minha colecção no e-bay. Troco por jet ski.

Lobbying


Olha, pois é… o Lóbi do Chá, que na rede já leva mais de sete anos, completa hoje um ano aqui em lobidocha.com. São 630 artigos, 1437 comentários.

Desta vez, para comemorar a efeméride, perdi a cabeça e fui às receitas da publicidade procurar verba para oferecer um espectáculo condigno: Uma Flor para o Lóbi do Chá, ou na versão original Ake lelelele ake bakalalanza.

All we need is…


«Projecto De Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social. Pedimos o favor de divulgarem: Graças à solidariedade de todos os Portugueses com a Madeira neste momento estão resolvidas as necessidades de: – Roupa interior (homem, senhora e criança) e roupa em geral. Todos os outros pedidos continuam válidos e necessários: – Lençóis – Cobertores – Mantas – Almofadas – Produtos de higiene – Fraldas – Leite em pó – Comida para bebé – Enlatados. A todos os nossos agradecimentos.»

(Alexandra Maciel, via e-mail.)

A senhora desculpe, mas vim directo do lagar


Como aqui se disse, a moda de uma perna das calças arregaçada à professor Marcelo tinha de pegar. O primeiro seguidor foi Medina Carreira, que se orgulha de ser frontal e de dizer sempre a verdade, doa a quem doer. Pois bem, então não tema o seu próprio alfaiate e diga-lhe para ter cuidado com a bainha.

Os investimentos a longo prazo e mais um sismo


Parece que a terra voltou a tremer, agora em Taiwan, num abalo que chegou aos seis ponto quatro na escala do senhor do costume.

Também aportou em Barcelona um cruzeiro que se deparou com ondas de nove metros. O passeio acabou muito mal para dois passageiros e mais ou menos mal para catorze. Os outros mil trezentos e trinta e quatro passageiros estão aparentemente bem, mas depois de serem agitados nas cabines do paquete como se fossem sementes numa maraca, têm de esperar pelo menos vinte e quatro horas para poderem cantar vitória.

Investimentos a longo prazo são por isso de partir o coco a rir, tendo em consideração as mais recentes exibições da natureza, verificadas um pouco por todo o mundo. É como aquele proprietário de um bar na Costa que salvou da fúria do mar os dois módulos que compõe o seu estabelecimento… Mar esse que entretanto já lhe levara a esplanada, o que nos leva a perguntar, do ponto de vista da gerência: para que serve um bar na Costa se a esplanada já se foi?

Seja como for, bem podem correr à frente do mar com os módulos, que a profecia dita, o fim está próximo, já transparecia uma telespectadora da Sic Notícias, há dias, no programa Opinião Pública.

Cuidam que é louca? E os passageiros daquele cruzeiro? Será que foram “inventados” pelos serviços secretos? Pelo Jornal de Sexta? Terá sido um antigo marinheiro do navio que há muito reclama horas a limpar o convés?

Follow the jacket


Presto a minha homenagem a um blazer castanho em bombazina que costuma ter dentro um deputado do Partido Comunista e que não falta a uma única sessão da comissão de inquérito à liberdade de expressão.

Já que se fala tanto da ociosidade parlamentar e das faltas dos deputados, seria bom se os representantes do povo seguissem o exemplo deste casaco.

O candidato frequente


Castanheira Barros deve ter muitas milhas.

“i”nacreditável


Uma festa de judeus ulta-ortodoxos em Jerusalém. Ou o momento em que Paulo Pinto Mascarenhas “desmascarenhou” o seu primeiro blogger anónimo.

[Imagem: Reuters]

Subject: Lavoura


As reuniões entre o CDS e a CAP já são um acontecimento anual, tal qual a feira do fumeiro e do presunto.

Sporting, volta


Há uns dias escrevi uma notícia sobre o Sporting para o Imprensa Falsa. Era um furo. Tinha sido descoberto o gene responsável pelos maus resultados do clube, que vinha do tempo do Visconde de Alvalade, um galã que por ter sorte com as mulheres deixara de legado ao clube o azar ao jogo.

A notícia está escrita e à espera de um desaire do Sporting, o que costuma acontecer todos os fins-de-semana, quando não é a meio da semana. Desta vez, não sei o que se passa, o Sporting anda a ganhar tudo muito confortavelmente.

É verdade que esta série infernal de resultados sucede numa altura em que o mundo se confronta com um conjunto de acontecimentos estranhos, o que significa que as vitórias do Sporting podem ser só mais um mistério da natureza.

Mas até que se prove que isto passa como também passa a actividade sísmica e o mau tempo, tantas e tão folgadas vitórias não deixam de fazer muita confusão aos sportinguistas, que não se reconhecem naquele clube.

Chile


Católico ou pinto-calçudo?


O professor acabou o seu último As Escolhas de Marcelo na RTP com um gesto romântico e cacofónico: ofereceu uma flor a Flor.

Mas antes fez uns comentários sobre o seu catolicismo – fé que lhe garante a fé do povo, pelo menos do que é crente. Em todas as democracias há um vendedor de bíblias.

Mas o professor Marcelo desta vez foi mais longe e abandonou o teatro Baltazar Dias – onde gravou o programa – com o cilício à mostra.

Ou então, por causa dos seus tiques, prendeu uma perna das calças na meia. Moda não é de certeza, embora me pareça que doravante haverá mais homens de negócios e académicos com uma perna das calças arregaçada.

Então bom trabalho


Se não tiveres posição, segura o martelo pneumático com os pés. Podes encostar-te à rocha, se te sentires mais confortável. Não é preciso capacete nem luvas.

Só mais uma coisa, antes de começares: Para quem é que ligamos se por azar – nunca aconteceu, garanto-te – rachares a tola em duas partes iguais, como se fosse um coco?

[Imagem: Reuters]

Recolha de alimentos para a Madeira


«O supermercado biológico Brio, situado em Lisboa, no bairro de Campo de Ourique (www.brio.pt, tel: 21 386 64 06), está a recolher alimentos, sobretudo enlatados e produtos de mercearia, para as pessoas desalojadas pela catástrofe na Madeira. As necessidades são imensas e urgentes. O Governo Regional assegura o transporte. Por favor passem palavra.»

(Alexandra Maciel, via e-mail.)

Words Taken Down


Democracia beautiful


Provalvemente porque a democracia é uma festa, a apresentadora do Canal Parlamento empinocou-se toda para o programa.

Só se lamenta que tenha ido escrever o texto para o Guincho, em dia de nortada, fenómeno que lhe terá dado esta direcção ao cabelo. Reparem que o toucado, todo ele aponta para Cabo da Roca, o que me leva a apostar que a senhora escrevia de costas para a Malveira.

Quanto ao resto, há pouco mais a dizer. Nota máxima para o colar feito de um pequeno objecto que caiu de um satélite, há dois anos, em Idanha-a-Nova.

A obsessão e a desvario


De vez em quando vou ao site do Expresso, por respeito, principalmente, ao Pintinho, exímio golfista. Em grande destaque está sempre a opinião do Henrique Raposo, embora eu considere o opinion maker merecedor de ainda mais destaque. Fosse eu o director do jornal e apagava tudo à volta, deixando apenas no meio os artigos do Henrique Raposo.

Ora constatem a incrível paleta de temas que o comentador aborda: Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates, Sócrates.

Não é genial? Nos últimos dez artigos, Raposo parou uma vez para falar em Augusto Santos Silva (cujas iniciais do nome formam ASS, numa coincidência que levou Raposo a passar uma noite em claro com o nervoso de publicar a sigla), e parou outra para falar na Madeira. Os restantes artigos versam sobre Sócrates ou sobre o primeiro-ministro, ou ainda sobre o José.

Mais uma curiosidade. O espaço da crónica chama-se A Tempo e a Desmodo, mas era para se chamar A Obsessão e a Desvario, nome vetado por Henrique Monteiro, que terá sido pressionado pelas portas do elevador no momento em que Raposo lhe sugeriu o nome. O comentador ainda disse que o problema era do sensor, mas o director não recuou.

Em Cuba


Aparentemente, o Fidel está bem. Digo aparentemente porque esta imagem pode ter sido capturada em câmara lenta, a dois mil frames por segundo, tendo sido a única que se aproveitou do movimento pendular que o líder cubano fez da espreguiçadeira até aos braços daqueles dois guardas.

Quanto ao Luís Inácio, é bom que tenha cuidado com as companhias, agora que está montado na grana. Não se espera que Fidel leve o presidente brasileiro para a boémia, mas a revolução também é um desporto muito caro.

[Imagem: Reuters]

A imagem, o consenso e o “grande acampamento”


Somos mais sensíveis à brutalidade da imagem. É como diz o povo – sempre com razão – quem não vê é como quem não sente.

Vem isto a propósito do consenso político em torno da necessidade de ajudar a Madeira. O poder político, do Parlamento europeu até à mais pequena freguesia, está empenhado em contribuir para a recuperação da Madeira.

Ainda bem – sublinhe-se.

Só se lamenta que o consenso não seja também alcançado quando estão em causa outras calamidades, não tão espectaculares mas que afectam igualmente muitas pessoas.

A pobreza, por exemplo, não origina tanto consenso. O seu combate termina onde começam as divergências ideológicas. “Tu és de esquerda, eu sou de direita, a gente depois encontra-se nas eleições.” E assim sucessivamente, sempre sem acordo, porque o trabalho da oposição é assistir ao fracasso do governo e o trabalho do governo é trabalhar contra os seus opositores. Não falo deste Governo. Falo de todos. É o sistema.

A tragédia na Madeira, pela imagem – e exclusivamente pela imagem –, não permite que o poder político faça o jogo habitual, porque é preciso ajudar as pessoas imediatamente.

Ora, se é um problema de imagem, estou convencido que uma concentração de pobres numa determinada região resolveria a pobreza. Imaginem que os pobres de Portugal – e há muitos – se concentravam num descampado. Imaginem que pelo menos um milhão de pobres – há muitos mais – se mudavam de vez para o “grande acampamento”.

Imaginem a miséria que os noticiários não revelariam. Pessoas sem comer, sem cuidados de saúde, sem o mínimo de higiene. Pessoas sem nada.

Pelas minhas contas, o “grande acampamento” convocaria o poder político para o consenso que os grandes acontecimentos exigem. Em menos de um ápice, o “grande acampamento” seria uma aldeia com saneamento básico e banda larga.

Que não restem dúvidas, é tudo uma questão de imagem.

Esplanada oculta


É bom saber que há minitornados a levar pelos ares algumas esplanadas. Cada cadeira da Sumol, cada mesa da Ice Tea, cada guarda-sol da Coca-Cola que esvoaça infrene pela atmosfera é uma vitória urbanística.

Resta agora inscrever na lei a proibição de proprietários e sócios-gerentes de restaurantes, cafés e pastelarias aceitarem toda a merda que os fornecedores oferecem. Por uma questão de salubridade.

Vamos lá a saber (Parte II)


Então, como podemos nós ajudar a bonita e elegante ilha da Madeira a recompor-se deste horroroso acontecimento?

Comentário de Alexandra Maciel: «O envio de roupa, incluindo de casa (lençóis, atoalhados, etc.)adequada e em bom estado, é urgente.
Os CTT estão a oferecer o transporte e a embalagem.
Basta ir aqualquer uma das 900 estações de Correios, pedir a caixa solidária epôr como destinatário: “MADEIRA”. Não é preciso selo nem mais morada.Os serviços dos CTT tratarão de entregar as caixas às instituições locais.
Para mais informações foi formado um grupo no Facebook do Projecto De Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social dos CTT.
Aqui fica o Link: http://www.facebook.com/pages/Projecto-De-Luta-Contra-a-Pobreza-e-Exclusao-Social/10150099542700192?ref=nf»

Comentário de Jónatas: «Segundo o Pedro Ribeiro, no seu video desta semana do programa “A Lei da Bola”, na Sapo, existe um número de telefone para contribuir no apoio à Madeira: 760 100 999. (o melhor é confirmares este número no video).» (Está confirmado o número.)

Big Dick


As notícias sobre os achaques de Dick Cheney, que rapidamente correm o mundo, não parecem ser um sinal de preocupação, mas um convite a dar o empurrão.

Vamos lá a saber


Era interessante saber como podemos nós, impávidos observadores, ajudar a bonita e elegante ilha da Madeira a recompor-se deste horroroso acontecimento. Porque somos muito bons a lamentar – sim, estamos à frente da Grécia – mas incrivelmente lentos a reagir.

Ora, eu não tenho um caterpillar para ceder nem voz para dar a um concerto. Dinheiro também não sobeja, para não dizer um palavrão.

Então, como podemos nós ajudar a bonita e elegante ilha da Madeira a recompor-se deste horroroso acontecimento?

Os elementos convergem


Os elementos convergem

Glololololololologle


Até me senti mal por ir à procura de saber “como fazer caldo verde”. Pelo menos o Google estava à espera que eu fosse à procura de saber como se faz um broche ou um minete. É pena, mas já tinha comprado a couve-galega…